Três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público, na última quinta-feira, por assassinar e esquartejar o santa-mariense Luciano Vargas da Silva, de 45 anos, no dia 1º de agosto, em Caxias do Sul. Segundo a promotora Sílvia Regina Becker Pinto, a vítima foi esquartejada enquanto ainda estava viva.
De acordo com a denúncia, no dia do crime João Carlos da Rosa Gomes, de 63 anos, e a vítima estavam tendo uma discussão. Mirto Gritti, de 52 anos, amigo de Gomes, teria golpeado Silva duas vezes na cabeça com um pedaço de pau. Antes de Silva cair no chão, Gomes teria o apunhalado no peito com uma faca. O resultado da necropsia indicou que a vítima foi esquartejada ainda com vida com uma motosserra.
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Um dia depois do homicídio, os denunciados colocaram alguns pedaços do corpo da vítima em sacolas distintas, certificando-se de excluir cabeça e mãos, e desovaram os pedaços do corpo em um contêiner de lixo orgânico localizado na Rua Sinimbu, no Bairro São Pelegrino. A identidade de Silva foi confirmada por exame de DNA.
Conforme informações do delegado Rodrigo Duarte, da Delegacia de Homicídios de Caxias do Sul, que investigou o caso, Silva teria sido morto porque ameaçava delatar Gomes e a mulher dele, Alminda Braga Corrêa, de 54 anos, também denunciada pelo crime, à polícia, já que o casal estava com um mandado de prisão preventiva decretado por crimes de estelionato.
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Segundo o delegado, em depoimento oficial, apenas Gomes confessou ter cometido o crime. Gritti e Alminda negaram a participação no homicídio. De acordo com o inquérito, Gomes afirma que Alminda estava em uma consulta médica no horário do crime. Entretanto, ela foi indiciada porque o pelo horário da consulta que ela teria ido, a investigação não descarta a possibilidade de que ela estivesse no local, junto com o companheiro.
O advogado Airton Barbosa Almeida, que defende Gritti, disse que seu cliente não teria motivos para cometer o crime e que ele apenas alugava uma casa para o casal que também é suspeito neste caso. O homem está preso preventivamente e segundo seu advogado, a prisão é por conta da repercussão do caso.
– Meu cliente nega qualquer tipo de participação nesses fatos. A única prova nos autos contra ele é dessa pessoa que assumiu a autoria, inclusive assumindo sozinho no depoimento dele, a questão do esquartejamento. Ele diz que meu cliente teria agido em legítima defesa dele. Eu não sei se ele acrescentou o meu cliente para defender a esposa ou alguém, os motivos eu não sei. A única palavra que mantém o meu cliente preso é a palavra de Gomes. Meu cliente não tem antecedentes, é uma pessoa de bem – explica o advogado.
O casal está recolhido no Presídio Estadual de Carazinho. Já Gritti está preso em Caxias do Sul. Até a tarde desta segunda-feira Gomes e Alminda não possuíam defesa constituída.